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Brasil Cacau apostou em jingle com Léo Santana e IA para atualizar a trilha do Natal no varejo

Brasil Cacau
Leo Santana estrela campanha de Natal da Brasil Cacau - FOTO: Brasil Cacau
Campanha da Brasil Cacau reflete o retorno da música como ferramenta central de conexão emocional com o consumidor.

Em um cenário de consumo cada vez mais competitivo, no qual marcas disputaram atenção em múltiplas telas e ambientes, estratégias clássicas voltaram a ganhar espaço quando reinterpretadas à luz do comportamento contemporâneo. No Natal de 2025, a Brasil Cacau apostou justamente nesse resgate ao lançar um jingle inédito, combinando música popular brasileira e inteligência artificial como forma de atualizar a trilha sonora do varejo e dialogar com a memória afetiva do consumidor.

A escolha de Léo Santana para dar voz à campanha partiu da leitura de que a música segue sendo um dos atalhos mais eficientes para gerar reconhecimento e conexão emocional. Em vez de recorrer apenas a estímulos visuais ou discursos promocionais, a marca optou por um formato historicamente associado ao varejo brasileiro, mas agora adaptado à lógica das plataformas digitais e da viralização.

O projeto foi desenvolvido internamente pelo time de marketing da Brasil Cacau. A letra do jingle foi escrita por Marco Tulio Vicente, coordenador de marketing da marca, enquanto a batida inicial foi criada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, que serviram como base para a produção musical. A gravação final ficou a cargo de Léo Santana, cuja interpretação deu identidade e ritmo ao material.

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A estratégia evidenciou uma tendência cada vez mais presente no mercado de comunicação: o uso da tecnologia como apoio criativo, sem abrir mão da sensibilidade humana. Ao invés de substituir o processo autoral, a inteligência artificial foi utilizada como instrumento de agilidade e experimentação, permitindo que a equipe testasse possibilidades sonoras antes de chegar ao arranjo definitivo.

O retorno do jingle como ferramenta de memória e atenção

Durante décadas, jingles ocuparam papel central na construção de marcas no Brasil. Muitos deles atravessaram gerações e se tornaram parte do imaginário coletivo. Com o avanço da publicidade digital e a fragmentação das audiências, esse formato perdeu protagonismo, mas nunca deixou de ser relevante. Em 2025, o movimento observado foi de resgate estratégico, impulsionado pela busca por formatos capazes de atravessar o excesso de estímulos que marca o ambiente contemporâneo.

Dados de mercado reforçaram essa leitura. Pesquisas da Ipsos indicaram que músicas publicitárias ampliaram significativamente o reconhecimento espontâneo de marca, enquanto levantamentos da Nielsen mostraram que anúncios com trilhas sonoras bem definidas aumentaram a intenção de compra. Esses números ajudaram a explicar por que marcas voltaram a investir em áudio como elemento central de suas campanhas.

No ambiente digital, esse impacto se mostrou ainda mais evidente. Plataformas como TikTok e Instagram passaram a operar a partir de sons, trends e coreografias, transformando músicas em gatilhos de engajamento. Relatórios do TikTok For Business apontaram que usuários prestaram mais atenção a conteúdos com trilhas marcantes e que melodias virais estimularam buscas ativas por marcas.

Nesse contexto, o jingle deixou de ser apenas uma peça publicitária tradicional e passou a funcionar como ativo cultural, capaz de circular de forma orgânica nas redes sociais. Ao ser cantado, dançado ou remixado, o áudio ganhou autonomia e ampliou o alcance da campanha para além dos espaços convencionais do varejo.

Música, tecnologia e cultura pop no varejo natalino

A presença de Léo Santana na campanha reforçou a leitura de que artistas com forte presença digital atuam como catalisadores de engajamento. Ao longo de sua carreira, o cantor acumulou sucessos que rapidamente se transformaram em fenômenos culturais, extrapolando o campo musical e ocupando espaços no cotidiano do público. Sua participação ajudou a traduzir o jingle para uma linguagem popular, conectada ao ritmo e à energia associados ao verão brasileiro.

No varejo físico, especialmente durante o período de Natal, a música seguiu desempenhando papel importante na experiência de compra. Trilhas sonoras ajudaram a construir clima, estimular permanência e criar ambientes mais acolhedores, funcionando como complemento sensorial às vitrines e aos produtos. Ao apostar em um jingle próprio, a Brasil Cacau buscou reforçar sua presença nesses espaços, utilizando o som como elemento de identidade.

A campanha também dialogou com um movimento mais amplo do mercado, no qual marcas passaram a revisitar códigos do passado para criar relevância no presente. Ao unir nostalgia, tecnologia e cultura pop, o jingle natalino mostrou que estratégias clássicas ainda podem ser eficazes quando reinterpretadas com coerência e leitura de contexto.

Em um Natal marcado por excesso de mensagens e estímulos simultâneos, a aposta em um refrão fácil de memorizar funcionou como tentativa de simplificação da comunicação. No fim das contas, a lógica permaneceu a mesma que consagrou os grandes jingles do passado: quem consegue fazer o público cantar junto tem mais chances de ser lembrado.

Ouça o jingle criado pela Brasil Cacau para o Natal:

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Paulo Henrique Lima

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