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Consumo

Quem Disse, Berenice? traz tendência J-Beauty ao Brasil com novo blush

Quem Disse, Berenice?
Mochi Blur da Quem Disse, Berenice? está disponível por R$ 69,90 - FOTO: Divulgação
Marca aposta em sensorialidade e tendência asiática para novo lançamento

As tendências de beleza que nascem na Ásia continuam moldando o mercado global de cosméticos, e a chamada J-Beauty, termo usado para se referir à estética e aos hábitos de beleza japoneses, aparece cada vez mais no radar das marcas brasileiras. Conhecida por priorizar texturas leves, acabamento natural e experiências sensoriais, a tendência vem influenciando o desenvolvimento de produtos que vão além da funcionalidade e passam a dialogar também com desejo, estética e comportamento.

Esse movimento tem ganhado força especialmente entre consumidores mais jovens, que enxergam a maquiagem não apenas como item de beleza, mas também como uma extensão de identidade e estilo de vida. Em um cenário impulsionado por plataformas como TikTok e Instagram, produtos com forte apelo visual, embalagens colecionáveis e texturas diferentes passaram a ocupar um espaço privilegiado nas conversas digitais.

Beleza sensorial ganha espaço entre consumidores jovens

É dentro desse contexto que a Quem Disse, Berenice? lançou o Mochi Blur, blush multifuncional inspirado no tradicional mochi japonês. Conhecido por sua textura macia e elástica, o doce asiático serviu de referência para a criação de um produto voltado para bochechas e lábios, com acabamento difuso e proposta sensorial.

Mais do que um lançamento pontual, o produto ajuda a ilustrar uma mudança maior no setor de beleza: a transição de um mercado centrado apenas em performance para outro em que experiência também virou fator de compra. Hoje, textura, fragrância, embalagem e sensação de uso podem ser tão importantes quanto pigmentação e durabilidade.

Segundo Ariela Bonemer, a influência da beleza japonesa trouxe novas demandas para a categoria. “A influência da beleza japonesa trouxe um novo olhar para a maquiagem, em que a textura, acabamento e apelo visual passam a ter um papel tão importante quanto a funcionalidade. O Mochi Blur nasce desse movimento”, explica.

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A ascensão da estética gourmand também ajuda a explicar esse fenômeno. Nos últimos anos, produtos inspirados em doces, frutas e sobremesas passaram a dominar vitrines físicas e digitais. Blushes com aparência de mousse, lip oils com aroma de frutas e produtos inspirados em confeitaria ganharam popularidade por unir beleza e sensorialidade.

Esse comportamento tem relação direta com a Geração Z, público que consome tendências em alta velocidade e valoriza experiências compartilháveis nas redes. Nesse contexto, um cosmético deixou de ser apenas um item de rotina e passou a carregar também valor estético e cultural.

O Mochi Blur chega justamente nesse cenário, apostando em quatro versões inspiradas em combinações gourmand: Cacau Matcha, Amora Fuji, Goji Berry e Lichia Sakura. A proposta vai além da cor. Há uma construção de universo visual que mistura referências da cultura japonesa com elementos lúdicos e colecionáveis.

Esse tipo de estratégia não é casual. O mercado de beleza tem observado uma aproximação cada vez maior entre cosméticos e entretenimento. Lançamentos passaram a ser pensados quase como “drops”, com estética própria, storytelling e forte potencial de viralização.

Maquiagem deixa de ser utilitária e vira objeto de desejo

O crescimento desse mercado também revela uma mudança no comportamento de compra. Antes, o consumidor costumava buscar maquiagem com foco quase exclusivo em cobertura, fixação ou duração. Hoje, o critério emocional pesa cada vez mais.

Embalagens bonitas, sensação tátil agradável e produtos que geram identificação visual ajudam a impulsionar desejo de compra. Isso explica por que marcas vêm investindo em linhas mais conceituais, apostando em universos criativos capazes de gerar conexão afetiva com o público.

No caso da Quem Disse, Berenice?, o lançamento também marca a estreia da plataforma Sweet Lab, iniciativa voltada a produtos que unem sensorialidade, inovação e tendências estéticas. O movimento reforça uma leitura importante do mercado: consumidores querem funcionalidade, mas também querem experiência.

A influência da J-Beauty no Brasil, portanto, parece ir além de uma tendência passageira. Ela sinaliza uma transformação mais ampla na indústria de cosméticos, em que maquiagem passa a ocupar um espaço híbrido entre autocuidado, comportamento e expressão cultural.

Se antes bastava entregar um bom produto, agora as marcas precisam entregar também narrativa, identidade e desejo. E, ao que tudo indica, esse novo consumidor está cada vez mais disposto a escolher aquilo que consegue unir performance com experiência.

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