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Soft Tur leva à ABAV Expo 2026 sistema de gestão pronto para a reforma tributária

Empresa de tecnologia de gestão de empresas turísticas apresenta soluções para o setor, durante a Abav Expo 2026 - Foto: Divulgação
Empresa de tecnologia de gestão de empresas turísticas apresenta soluções para o setor, durante a Abav Expo 2026 - Foto: Divulgação

A Soft Tur, empresa de tecnologia voltada a gestão de empresas de turismo, apresenta na ABAV Expo 2026 a versão de sua plataforma para receptivos, DMCs (Destination Management Companies), trens turísticos, parques, atrativos e destinos turísticos já ajustada às novas regras de impostos, que passam a valer a partir de 2027. A proposta é mostrar como a tecnologia pode reduzir riscos fiscais e dar mais controle a empresas que lidam com grandes volumes de reservas, transfers e passeios.

“A reforma tributária é hoje a principal preocupação das empresas médias e grandes do turismo. Não basta emitir a nota com os novos impostos. É preciso saber exatamente de onde vem cada receita e para onde vai cada despesa, reserva por reserva. Nosso sistema já está preparado para isso”, afirma Giliardi de Oliveira, diretor-geral e fundador da Soft Tur.

A regra cria dois novos tributos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de estados e municípios, e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal. Eles vão substituir aos poucos impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS. Em 2026, as empresas já precisam informar nas notas fiscais alíquotas de teste de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Em 2027, a CBS passa a ser cobrada de fato, e a transição completa segue até 2033.

Para o turismo, a lei prevê um regime específico, com redução de 40% nas alíquotas para hotelaria, parques de diversão e temáticos e agências de turismo. O benefício, porém, exige organização. No caso das agências que atuam como intermediárias, por exemplo, o imposto incide apenas sobre a receita própria, e os valores repassados a hotéis, receptivos e outros fornecedores ficam de fora do cálculo. Sem separar corretamente essas informações, a empresa corre o risco de pagar mais do que deve ou de cair em problemas com o fisco.

Inteligência artificial no dia a dia da operação

Além da adequação fiscal, a Soft Tur leva à feira os recursos de inteligência artificial e automação que vem incorporando ao sistema desde o lançamento do seu Agente de IA, em 2025. Entre as funções estão a conciliação bancária automática, que confere se os pagamentos recebidos batem com o extrato do banco, a conferência de faturas, os lançamentos financeiros e a leitura automática de e-mails para registrar reservas sem digitação manual. Na feira, a empresa também demonstra o copiloto integrado à plataforma.

“A tecnologia chega para tirar do caminho as tarefas repetitivas e reduzir falhas. Quem continua fazendo a diferença é o profissional de turismo, que ganha tempo para atender melhor e vender mais”, diz Giliardi.

O sistema também se conecta a parceiros comerciais, empresas de transporte e guias, além de controlar a ocupação dos passeios. Para parques e atrações, oferece emissão de bilhetes e vouchers, controle de catracas, leitura de ingressos e gestão de operações de city tour.

Operação em grande escala

Atualmente, a Soft Tur atende mais de 100 clientes em todo o país, com foco em receptivos e destinos turísticos, segmentos que concentram a maior complexidade logística da cadeia de viagens. A plataforma reúne controle de reservas, escalas de veículos, atendimento a grupos, finanças e fluxo de informações, funções essenciais para empresas que chegam a transportar mais de 1,2 mil pessoas por dia.

Os números de 2026 mostram a dimensão da operação. Até setembro, o sistema já registrou 3,3 milhões de passageiros atendidos e mais de 550 mil reservas processadas. No financeiro, os clientes movimentaram cerca de R$ 60 milhões em pagamentos feitos por links online e aproximadamente R$ 30 milhões via Pix, tudo dentro da plataforma.

“A maioria das agências começa no Excel. Quando o volume cresce, vem o descontrole, e o risco de esquecer um serviço ou perder uma reserva é grande. Com a reforma tributária, esse risco fica ainda maior”, completa o fundador.

Fundada em 2008, a Soft Tur nasceu para estruturar a gestão de um receptivo turístico que precisava reunir vendas, operação e finanças em uma única plataforma. Com sede no Paraná e clientes em diversas regiões do Brasil, a empresa se posiciona como uma das mais especializadas em tecnologia para gestão de turismo no país e tem como prioridade ampliar implantações e integrações.

 

Redação Outrossim

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